História
Fundadoras
Carisma
Lema
Espiritualidade
Devoções
Lectio Divina
Organização
Etapas de Formação
Comunidades
Missões Ad gentes
Nossa Missão
Onde estamos
Família Espiritual
Reze Conosco
SAV
Serviço Social
Notícias
Blog
Prov. Giustina e Maria
Galeria de Fotos
Aniversário
Calendário Anual
Fale Conosco
 
 

O Natal e a manjedoura

O Mistério da Encarnação, do Nascimento de Jesus deve ser uma fonte de reflexão para nós neste tempo natalino. Tomamos por base algumas reflexões de Santo Afonso Maria de Ligório:

"Consideremos como o Pai eterno disse ao Menino Jesus no instante de sua concepção estas palavras: Filho, eu te dei ao mundo como luz e vida das gentes, para que busques sua salvação, que estimo tanto como se fosse a minha. É necessário, pois, que te empenhes completamente em benefício dos homens. "Dado completamente aos homens, e inteiramente entregue as suas necessidades". É necessário que ao nascer padeças extrema pobreza, para que o homem se enriqueça; é necessário que sejas vendido como escravo, para que o homem seja livre; é necessário que, como escravo, sejas açoitado e crucificado, para pagar à minha justiça a pena devida pelos homens; é necessário que sacrifiques sangue e vida, para livrar o homem da morte eterna. Fica sabendo, enfim, que já não és teu, mas do homem. Pois um filho lhes nasceu, e um menino lhes foi dado. Assim, amado Filho meu, o homem voltará a amar-me, a ser meu, vendo que te dou inteiramente a ele, meu Filho Unigênito, e que já não me resta mais o que lhe possa dar."

Neste mês de dezembro sinta-se convidado a olhar para a manjedoura, para a humildade e fragilidade da criança que, entre palhas, demonstra a loucura do Amor de Deus em busca do coração do homem.

Diante da Manjedoura ficamos estupefatos por causa do mistério de Amor. Esse espanto logo se torna encanto e em seguida leva à paixão. Esse olhar, essa contemplação, essa percepção de uma realidade amorosa contagia a todos.

A Espiritualidade da Manjedoura é, na verdade, um grande convite: Não perceber na vida um outro sentido senão fazer de tudo para corresponder tamanho amor. O mistério da encarnação de Jesus é o início de um caminho concreto, palpável, inserido na história humana, iniciado por Deus para entrar em comunhão de amor com o ser humano.
O despojamento do Cristo, tomando a condição de servo (Fl 2,7), quer nos ajudar a celebrar bem o Natal num mundo onde, influenciados por tantas ideias e realidades, os homens e mulheres nem sempre percebem a grandeza do amor de Deus expresso na encarnação do Verbo Eterno que, tomando nossa condição, faz-se pobre, necessitado da atenção e do carinho humano. Deus se assemelha a nós, torna-se impotente em tudo, exceto na capacidade de amar.

O Natal ilumina a nossa vida. "Hoje uma grande luz desceu sobre a Terra". A Luz de Cristo é portadora de paz. Na Missa da Meia Noite, a liturgia eucarística inicia precisamente com este canto: "Hoje desceu do Céu sobre nós a verdadeira paz" (Antífona de Entrada). Só a grande luz vinda de Cristo pode dar aos homens a verdadeira paz: eis porque cada geração é chamada a acolhê-la, a acolher a Deus que em Belém Se fez um de nós. Isto é o Natal! Acontecimento histórico e mistério de amor que, há mais de dois mil anos, interpela os homens e as mulheres de cada época e lugar. É o dia santo em que brilha a grande luz de Cristo, portadora de paz! Certamente, para reconhecê-la, para acolhê-la, é preciso fé, é preciso humildade. A humildade de Maria, que acreditou na palavra do Senhor e foi a primeira que, inclinada sobre a manjedoura, adorou o Fruto do seu ventre; a humildade de José, homem justo, que teve a coragem da fé e preferiu obedecer a Deus; a humildade dos pastores, dos pobres e anônimos pastores, que acolheram o anúncio do mensageiro celeste e às pressas foram à gruta onde encontraram o Menino recém-nascido e, cheios de maravilha, O adoraram, louvando a Deus (cf. Lc 2,15-20).

Na criança da manjedoura está a manifestação plena do Amor Divino pela humanidade: o Presépio (a manjedoura) juntamente com a Cruz e o Santíssimo Sacramento revelam o aniquilamento (Kénosis) de Cristo, que começou na encarnação e não termina jamais, porque continua em cada Eucaristia.

Celebremos o Natal! Celebremos a Encarnação!

Feliz Natal a todos os nossos arquidiocesanos, e que Jesus possa nascer realmente no coração de cada um e de cada uma!

+ Orani João Tempesta, O. Cist.
Arcebispo Metropolitano de São Sebastião do Rio de Janeiro, RJ

Fonte: Site Amai-vos


NOTÍCIAS ANTERIORES